Se há uma coisa de que não podemos acusar o actual líder do PS é de falta de clareza. De facto, António José Seguro, é um homem muito claro em tudo aquilo que diz, mesmo que na maior parte das vezes sejam apenas devaneios ou sonhos de criança por cumprir. A verdade é que é sempre bom ter um líder da oposição que nos diverte e diverte o governo. Não me parece que Pedro Passos Coelho, Vitor Gaspar, ou mesmo o Alvaro se sintam incomodados com o tipo de oposição feita por José Seguro. O PS sempre foi um partido que primava pelas lideranças fortes e com uma grande base de apoio, dentro e fora do partido. Mas quer-me parecer que essa tradição está a ser quebrada. O país precisa de um PS mais forte e mais interventivo, um PS que saiba assumir as suas responsabilidades na situação calamitosa que enfrentamos, mas ao mesmo tempo um PS que se apresente como uma alternativa credível com propostas concretas.
Não será pedindo (muito claramente) uma maioria absoluta, numas eleições sem data à vista que o líder do PS levará avante os seus projectos para o futuro do país. Nada de bom se constrói num ambiente de guerra e oposição constante. As metas que nos propusemos a atingir junto das entidades internacionais dependem de um alargado consenso nacional que António José Seguro parece ainda não ter entendido. E convém que entenda rapidamente, e que alguem lhe explique quem é que nos levou a esta situação. Não é admissivel que se descarte das suas reponsabilidades enquanto representante do Partido Socialista e actue como se fosse uma vítima das circunstâncias.
Dr. António José Seguro, gostaria de lhe pedir para parar de se divertir tanto com o Dr. Carlos Zorrinho, e pensar mais no país. Pensar no estado em que o seu partido nos deixou e actuar. Assumir a responsabilidade e começar do zero. É isto que os Portugueses esperam de si. É uma oposição forte que os Portugueses esperam do PS. E já agora, já ninguem suporta ouvi-lo a dizer as coisas muito claramente.
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