Finalmente começamos a sentir algum resultado das medidas de austeridade de que temos sido alvos desde alguns anos a esta parte. Tivemos ontem a notícia do tão esperado regresso aos mercados de dívida, com um sucesso sem precedentes. O objectivo para o dia foi quadruplicado, o que demonstra o regresso da confiança dos investidores. As consequências deste movimento só podem ser favoráveis : aumento da confiança no país, aumento do investimento privado internacional, e um maior encaixe financeiro que permitirá uma progressiva diminuição da emergência económica. Como se isto não bastasse para aumentar o ego do nosso Governo, também soubemos que não só o Governo cumpriu a meta do défice, como este ficou abaixo daquilo que fora previsto.
Para qualquer pessoa de bom senso, estas seriam boas notícias. Mas este não é claramente o caso de António José Seguro e da oposição. Eu não queria estar constantemente a bater no ceguinho, mas o senhor dá-me razões para tal. Há seis meses atrás, Seguro dizia (muito claramente) " O governo está a mentir! Não vamos conseguir regressar aos mercados antes de 2014! Esta política de austeridade não vai permitir esse regresso!". Depois do anúncio do tal regresso, Seguro referiu " Isto não é nada que o PS não tenha previsto! Demonstra a capacidade de trabalho do partido Socialista!". Com isto tudo, só posso concluir que AJS é, muito claramente, um ceguinho a quem dá gosto dar uns murros e uns pontapés de vez em quando.. E o mesmo se passa com a restante oposição. Catarina Martins e João Semedo, querem mostrar que são tão competentes como o seu antecessor, Bernardino Soares tem um dicionário no qual a palavra reconhecimento não existe e Heloísa Apolónia, que continuar a difundir as suas ideias sem ter de recorrer ao potente microfone da Assembleia.
Não quero com isto dizer que as dificuldades acabaram, e que vamos deixar de fazer esforços. Não, ainda temos um longo caminho pela frente. Mas estávamos à beira do precipício , mas tomámos a decisão certa e demos um passo atrás. Mas é importante que percebamos que a linha que nos separa do fundo do precipício é muito ténue e importa continuar a trabalhar no sentido de alcançar os objectivos pretendidos e acordados.
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